surgirá o dia que seremos gatos. vamos desfrutar de todo o sossego que uma boa casa pode nos oferecer durante o dia, caindo a noite nos preparamos para arranhões e um casinho para lembrarmos que aqueles tais seres humanos são tão substituíveis.
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09/12/2011
vida de gatos bandidos.
28/11/2011
valsas canhotas no cabaret de brassaÏ.*
há valsa canhota em mim, fico em danças e algumas andanças até a valsa chegar arrebatando. tempos atrás conheci em brassaÏ a sua poesia em forma de fotografia, que se assemelha minha valsa, da forma mais canhota possível. há um intimismo que chega doer meus olhos quando folheio seu livro que achei numa promoção imperdível, daquelas lojas que vendem de tudo, até pilhas AAAAAA+A para alimentar o tamagotchi da última geração. diabo e anjo se juntaram para assoprar em meus ouvidos "se não fizer isso vai se arrepender amargamente no mármore do inferno...", abracei para não largar mais e comprei, não me arrependi. toda vez dialogo com ele, principalmente nas manhãs nubladas ou em noites que entro na comunhão de ficar bem quieto em casa, com minhas doses imaginárias de paris.
na verdade eu e ele temos mais em comum:revelar poemas.
*obs: copiei, colei e ficou assim: Ï. desculpem não lembro o tal código. sou um canhoto também com essas digitações mais apuradas, de códigos, leve em consideração como uma homenagem ao brassaÏ.
04/10/2011
noturno, o gatuno.
noturno era o nome do gato. ele era da minha irmã, na verdade de ninguém. morávamos em uma belíssima cidade do interior fluminense, vivi os cinco anos mais doces da minha vida, minha inocência era tão aguda que depois de muitos anos só agora minha mãe descobriu o que eu tinha (acho que ainda tenho...) dislexia para matemática. (sim, isso existe).
voltando ao assunto, noturno era um negão de olhos amarelados que adentravam bem nas noites em que dava sua escapadinha, esse era noturno. voltamos para a capital, minha irmã, horas antes de pega-lo para fazer nossa viagem...simplesmente nos passos gatunos, desapareceu. segundo informações dos ex vizinhos, noturno voltou semanas depois para a casa onde vivemos doces anos.
voltando ao assunto, noturno era um negão de olhos amarelados que adentravam bem nas noites em que dava sua escapadinha, esse era noturno. voltamos para a capital, minha irmã, horas antes de pega-lo para fazer nossa viagem...simplesmente nos passos gatunos, desapareceu. segundo informações dos ex vizinhos, noturno voltou semanas depois para a casa onde vivemos doces anos.
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